Sabor & Paladar

Receitas

Domingo das Frutas Dezembro 8, 2008

Arquivado em: Ingredientes — Dani @ 1:35 pm
Tags: , ,

Já contei e repito, domingo é o dia do lanche da tarde em casa, normalmente minha avó materna vem almoçar conosco, quando meu pai passa para pegá-la na volta das compras da feira, aliás em casa parece uma quitanda, visto que todos adoram fruta. Apesar de eu admitir que tenho preguiça de descascar e comer, adoro os paparicos das frutas já cordatas sabe?! (Manhê descasta uma Manga pra mim?!?!?!)

 

Bem, voltemos ao domingo. Começou corrido (acordei cedo para comprar os presentes das três crianças, da campanha do correio). A loja abriu às 9:00 e dez minutos depois eu já estava lá, com alguns brinquedos nas mãos e passando pelo caixa. No caminho já vinha pensando em preparar algo, que não preparava a tempos para o café da tarde. Me veio a cabeça os pedaços de peito de frango que guardei no freezer e logo imaginei uma torta com esse recheio.

 

Depois de todos os afazeres e almoço, preparei o recheio e a massa, mas isso é outra história e receita que posto e comento depois. Estava terminando sua montagem, quando minha irmã chegou em casa segurando uma sacolinha e dizendo: “O gordinho (cunhado) mandou isso para a gordinha (eu)”, sorrindo abri o pacote e lá estavam dois belos Mangostins. Huuummmm a boca já ficou cheia. Delícia de fruta, e como nunca consigo acertar na compra, ele sempre me manda umas saborosas. CUnhado bonzinho o meu….rs

 

Essa fruta eu acho maravilhosamente deliciosa e também uma jóia da natureza. A sua casquinha, tem sempre um desenho que parece um carimbo de tão perfeito. Estou mentindo?

Mais a noite, em uma passadinha ao Pão de Açúcar (garantindo o Lombo no Natal), não resisti a tentação. Comprei uma caixinha de Framboesas frescas, pois é: frescas mesmo, não congeladas, e parecia criança abrindo no carro e já consumindo.

 

 

Estavam no tamanho certo, não como aquelas amoras modificadas e enormes, e também a cor perfeita, suculentas e saborosas, algumas mais docinhas, outras nem tanto, e mesmo custando R$8 para uma embalagem tão pequena, não me arrependi nadinha, tive aquela boa sensação de lembranças gustativas.

 

Enfim, esse foi o domingo das frutas.

 

 

Extrato de Baunilha Julho 1, 2008

Adoro descobrir boas dicas, principalmente as bem testadas. Dias atrás estava passeando pelos Blogs culinários até que encontrei uma postagem de Extrato de Baunilha no Cinara’s Place, guardei as instruções mas ainda faltavam os ingredientes.

(mais…)

 

Flor de Sal Dezembro 19, 2007

Arquivado em: Ingredientes — Dani @ 11:53 am

Muito tenho visto em matérias da internet e revistas o destaque dado a “Flor de Sal”. Tenho visto também em destaque em alguns novos livros de receita. Não havia visto nada disso antes, e agora descoberto preciso comprar por aqui! Esse vai para a lista de ingredientes a serem adquiridos para minha cozinha.

Em minha próxima visita a Rua Santa Rosa irei procurar na casa Flora!!!!

 flordesal

O sal é utilizado pelos homens desde a Antiguidade. Já na época romana, o sal adquiriu seu valor econômico dando até origem a palavra “salário” dos centuriões que recebiam parte de seus emolumentos em Sal.

A melhor e a mais rara forma de Sal, a Flor de Sal, é a fina camada cristalizada na superfície das salinas em dias de vento, quentes e secos. Coletada a mão, seca ao sol e ao vento, a Flor tem um sabor incomparável com toques de avelã e de iodo, ela enaltece os alimentos temperados com ela.

A Flor de Sal é utilizada mundialmente pelos gourmets em razão de sua fineza e sabor únicos. Os grandes “chefs” a utilizam como toque final para sublimar legumes cozidos , carnes grelhadas e peixes assados.

Mais informações: Algarve; Sal; Inmetro; Casa Flora

 

Castanhas Portuguesas Dezembro 19, 2007

Arquivado em: Ingredientes — Dani @ 11:33 am

castanhaportuguesa  Tradicionalmente em casa de europeu não pode faltar essa iguaria deliciosa. Isso me remete a infância, época muito boa!!! Prefiro assadas que cozidas em água, e dessas consegue-se o sabor incomparável por sorte. É isso mesmo, sorte. Nem todas as vezes que se encontra, elas possuem um ótimo sabor, isso dependerá da época, do produtor e da colheita.

Semana passada mesmo, minha mãe resolveu fazer as que comprou no extra. Sinceramente? estavam com gosto de fruto verde. Veremos se outra safra nos traz a satisfação das do ano passado.

Além de comer somente cozidas puras, existem possibilidades de uso em pratos como por exemplo purê. Para quem nunca as provou eu recomendo.

A castanha foi, provavelmente, um dos primeiros alimentos a serem consumidos pelo Homem, uma vez que há indícios do seu uso já na pré-história. Espalharam-se por toda a Europa a partir da Grécia. Durante a Idade Média, as pessoas tinham um acesso bastante limitado à farinha de trigo, e, então, as castanhas eram a sua principal fonte de hidratos de carbono. As castanhas, tradicionalmente, eram dadas aos pobres, e representavam a abundância e o alimento, daí serem o símbolo da festa de S. Martinho, e também da festa de S. Simão, na Toscânia.

As castanhas contem o dobro do amido das batatas e, por isso, não surpreende que sejam um importante alimento na China, no Japão e na Europa do Sul, onde frequentemente são transformadas em farinha, a partir da qual se faz pão e massas, tanto que o castanheiro é conhecido por “árvore do pão”.

Não se devem comer castanhas cruas devido aos seus elevados índices de ácido tânico. Assim, devem ser cozinhadas de forma a evitar desconforto digestivo. Também, não devem ser comidas com casca. Quando cruas, torna-se virtualmente impossível descascá-las, embora o possas fazer com uma boa dose de paciência e cuidado!

Informação Nutricional
As castanhas são deliciosas, e muito saudáveis, pois são ricas em nutrientes. Têm bastante água, contêm muito pouco óleo, e são virtualmente livres de gordura. São ricas em hidratos de carbono complexos e contêm proteína de elevada qualidade – comparável com a do ovo – não têm glúten, nem colesterol. Nutricionalmente, são idênticas ao arroz integral. Curiosamente, têm tanta vitamina C como os limões. De seguida apresenta-se uma lista com a constituição das castanhas, por 100g:
Hidratos de Carbono: 52.96 g
Energia: 245 kcal/ 1025 kJ
Gordura poli-insaturada: 0.869 g
Gordura monoinsaturada: 0.759 g
Açúcares: 10.6 g
Fibra: 5.1 g
Proteínas: 3.17 g
Lípidos: 2.2g
Magnésio: 33 mg
Manganês: 1.18 mg
Ferro: 0.91 mg
Fósforo: 107 mg
Potássio: 592 mg
Riboflavina: 0.175 mg
Sódio: 2 mg
Zinco: 0.57 mg
Cálcio: 29 mg
Betacaroteno: 14mcg
Cobre: 0.507mg
Vitamina K: 7.8mcg
Vitamina E: 0.5mg
Vitamina C: 26mg
Vitamina B6: 0.497 mg
Vitamina A:24IU

Créditos: Centro Vegetariano; Nacional

 

Açúcar Dezembro 10, 2007

Arquivado em: Ingredientes — Dani @ 4:13 pm

O açúcar, em todos os seus tons

 

Um é fino e branquíssimo. Outro são pedrinhas transparentes. Há os escuros e espessos. Os saudáveis e os vilões. Há os poéticos – cristal, dourado – e os materialistas – demerara, mascavo. O sólido. O estátua. É o açúcar, e sem ele não vivemos.

Mariliz Pereira Jorge - O Estado de S.Paulo

 

SÃO PAULO - A receita é simples: moe-se a cana, o caldo extraído é aquecido a 105 ° C, filtrado e evaporado. O xarope restante é cozido para que se formem cristais – o tal açúcar. Daí para frente, é ao gosto do freguês. Os mais puros continuam com a cor do melado da cana. Também significa que não perderam vitaminas e sais minerais. Para ficar bonito e fino, o açúcar é processado, recebendo aditivos químicos que melhoram seu sabor e aspecto. Quanto mais branco e mais fino, mais quimicamente modificado e com menos nutrientes.

Há diversos tipos no mercado, muitos para uso profissional – nem de perto a variedade encontrada em países como a França, que tem enorme tradição em pâtisserie. Mas o açúcar, como se sabe, vai além da cana. Há também os de frutas, de milho, de mel e de beterraba. Ao lado, os tipos mais comuns por aqui, selecionados pela professora Lucia Helena Soares de Lima, da Universidade Anhembi Morumbi.

Refinado
É o açúcar branco comum. Dissolução rápida, granulometria fina e brancura excelente. Fino ou extrafino. Perde sais minerais e vitaminas e só conserva as calorias ruins. Uso doméstico e na indústria farmacêutica.

Cristal
Cristais grandes e transparentes, mais difíceis de dissolver. Perde 90% dos sais minerais. Muito usado em receitas de licor, confeitos e fondant porque não muda de cor quando submetido a altas temperaturas.

Light
É uma mistura de açúcar refinado com adoçantes artificiais como sacarina, aspartame e ciclamato, que quadriplicam o poder do açúcar. A vantagem é que o número de calorias cai muito.

De confeiteiro
Parece talco. É o resultado do refino sofisticado, que inclui uma peneiragem. Pode ter ou não adição de amido de milho, arroz ou fosfato de cálcio para evitar que os minicristais se agrupem. Usado em glacês e coberturas.

Impalpável
É o açucar de confeiteiro acrescido de amido. Usado para polvilhar doces, pastilhagem e pasta americana. Como não absorve umidade, tem a vantagem de ficar sempre seco e bonito.

Orgânico claro
Com granulação uniforme, é mais grosso, mais escuro e mais caro. Produzido sem nenhum aditivo químico tanto na fase agrícola como na industrial. É lavado com água e centrifugado. Ideal para o preparo de comida.

Orgânico dourado
Como o anterior, tem granulação uniforme, é mais grosso, mais escuro e custa mais. Não leva aditivos químicos nem na fase agrícola nem na industrial. Tem camada de melado em volta dos cristais. Para caldas e bebidas quentes.

Demerara
Açúcar cru, com textura mais grossa. Passa por refino leve e não tem tratamento químico. Cristais marrom-claros devido ao melado que os envolve. Valores nutricionais semelhantes aos do mascavo. Muito usado na Europa.

Mascavo
Escuro e úmido, é um açúcar quase bruto, extraído após o cozimento da cana-de-açúcar, da qual guarda o sabor. Como não é refinado, conserva o cálcio, ferro e sais minerais que entram em sua composição.

Isomalte
É um produto feito com açúcar de beterraba, tem sabor natural e aparência de açúcar de cana. Utilizado na confecção de doces, confeitos, gomas de mascar, chocolates e confeitaria artística.

 

Fotos: Marcelo Barabani/AE

 

Link original

 

Figo Seco Iraniano Novembro 28, 2007

Arquivado em: Ingredientes — Dani @ 3:49 pm

 

Figo! (Não Luiz Figo belissimo jogador de portugal)

Ta ai uma fruta saborosa e não muito apreciada nem muito conhecida pela grande maioria das pessoas.

 

Um hábito em minha família, principalmente na época de natal. Seja o seco saboreado recheado com nozes ou também a fruta, descascada, empilhada e regada com leite condensado e nozes trituradas para finalizar.

 

Porém hoje venho escrever sobre outra qualidade de figo, também seco, de menor tamanho e que infelizmente nosso Brasil ainda não produz. Guarde bem esse nome “Figo Seco Iraniano”.

 

Delícia!, ótimo para aquele lanche rápido, bom parar nutrir o corpo sem levar peso na bolsa, para qualquer hora. Há quem utilize em saladas, molhos e farofas, hidratados com vinho do porto e recheados com nozes e avelãs, mas eu ainda prefiro ele puro como tira-gosto.

 

Só precisa de um cuidado para consumo: pelo menos cortá-lo em dois pedaços para verificar a inexistência de nenhum bicho desidratado junto com o processo de secagem antes da colheita. Normal né!

 

Sempre que vou a Rua Santa Rosa esse é um item da minha lista de compras, solicito que seja separado em vários saquinhos de +/- 200 gramas para armazenar e utilizar como fonte de energia, carboidrato e minerais.

 

Fui pesquisar na net sobre o assunto e de site nacional encontrei esse: http://caras.ig.com.br/cozinha/cozinha_55.htm

 

A figueira (Ficus carica) é nativa de regiões ao redor da Ásia Menor e do Irã. Não é por acaso, pois, que o ensolarado Vale Estahban, na província iraniana de Fars, a sudoeste de Teerã, tem os campos tomados por 2 milhões de pés de figo distribuídos em 20 mil hectares.

 

Para se chegar à textura ideal — casca fina e miolo cremoso e crocante, dado pelas sementes —, grande parte da umidade evapora ao sol. São colhidos entre verão e outono, quando já secaram na árvore. São limpos, fumigados — para evitar o ataque de insetos —, armazenados em temperatura  fria e empacotados.